Existem basicamente dois tipos de simulação de programas CNC com ferramentas computacionais. Um primeiro tipo limita-se a checar a trajetória da ferramenta sobre a peça, possibilitando ao programador CNC verificar as dimensões de seu produto, checar contatos indevidos entre a ferramenta e a peça e ainda analisar as estratégias de usinagem adotadas. Um outro tipo de simulação permite ao programador visualizar mais detalhes à respeito da dinâmica do conjunto Máquina-Peça, possibilitando a verificação de possíveis colisões entre os componentes do conjunto de acordo com as trajetórias definidas pelo programa CNC.
 
As simulações que visam a verificação de trajetórias de ferramentas são indicadas para peças de baixa complexidade (peças de até 3 eixos) ou para verificar rapidamente alguma trajetória programada, mesmo que o programa não tenha sido pós-processado.
 
As simulações que visam verificar, além da trajetória da ferramenta, a dinâmica do conjunto Máquina-peça são importantes para validação de programas CN de geometrias mais complexas (mais que 3 eixos) e imprescindíveis na validação de programas para equipamentos High Speed.
 
Na simulação de Máquinas CNC, as condições de fixação e posicionamento devem espelhar a realidade e todos os elementos que podem ter contato devem ser modelados detalhadamente.
 
O programa a ser checado deve ser o mesmo que é enviado à máquina; desta forma pode-se verificar se houve alguma falha durante a programação CAM ou mesmo durante o pós-processamento do programa.
 
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Simulação de programas CNC
 
Indústrias fabricantes de componentes usinados e fornecedores de moldes e matrizes que necessitam desenvolver programas CAM são os principais usuários das ferramentas de simulação.
 
Devido à elevada complexidade das peças a serem fabricadas, do incremento das velocidades de avanço e acelerações das máquinas CNC e das exigências na redução do ciclo de desenvolvimento do produto, faz-se necessária a verificação prévia dos programas gerados por meio de ferramentas computacionais, como meio de se evitar possíveis danos ao equipamento e/ou ao seu operador.
 
Há algum tempo, quando os recursos computacionais não eram tão acessíveis, a verificação e validação dos programas gerados eram analisados utilizando poliuretano ao invés da matéria-prima original, o qual era usinado diretamente sobre o equipamento. Tal metodologia implicava num gasto com material (matéria-prima de simulação), tempo não-produtivo de máquina e operador e tempo de análise do programador.
 
Com a disponibilidade de recursos computacionais e com o grande desenvolvimento de softwares gráficos, tornou-se possível otimizar a atividade de simulação reduzindo o tempo de simulação e análise, bem como, minimizando as chances de erros.
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